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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Bernardinho: ‘Quanto mais tormentas, melhores são as nossas atuações’




A seleção brasileira masculina passou por momentos de altos e baixos na campanha até o nono título da Liga Mundial. Na fase final, em Córdoba, na Argentina, o técnico Bernardinho precisou lidar com adversidades, como perder Leandro Vissotto, oposto titular, para a decisão. Ele conta que não foi fácil. Mas apostou em novas peças contra a Rússia e, já com o troféu em mãos, disse se sentir orgulhoso por fazer parte do grupo.

- Foram muitas dificuldades durante essa Liga Mundial. Mas nos momentos de dificuldades, esse grupo cresce. Mostramos força, jogamos com segurança. Costumo dizer que o problema é quando achamos que estamos em um mar tranquilo. Quanto mais tormentas passamos, melhores são as nossas atuações.
Bernadinho Troféu de "CAMPEÃO"

A seleção jogou a final contra os russos com uma motivação a mais. Sabia que se ganhasse mais um título - o nono do Brasil - se tornaria absoluta na Liga Mundial. No primeiro e no segundo set, os brasileiros não deram chances. Foram ofensivos em quadra, principalmente com Dante e Murilo. Na parcial seguinte, permitiram que a Rússia crescesse.

Mas foi no quarto set que mostraram a determinação exaltada pelo técnico Bernardinho. A equipe saiu atrás no marcador, mas virou e conseguiu a vitória.

- Perdemos o Vissotto, um jogador importante. Mas o Théo entrou e fez uma partida magistral. O Bruno não estava bem, mas o Marlon o substituiu e teve uma boa atuação. Além disso, tivemos o Giba, que mesmo fora, foi fundamental para os jovens jogadores. Tenho orgulho de ser deste grupo - afirmou o treinador.

E as próximas atuações já preocupam Bernardinho. A partir de setembro, a seleção brasileira inicia a busca pelo terceiro título consecutivo do Campeonato Mundial, na Itália. Segundo ele, a equipe ainda tem muito o que melhorar.

- Claro que estou feliz com o título da Liga Mundial, mas já estou preocupado com o Mundial. A gente sabe que está cometendo muito erros. Eles precisam ser acertados logo. Tem muita coisa a ser trabalhada - afirmou o técnico.

domingo, 25 de julho de 2010

Brasil vence Cuba e fica a uma vitória do nono título da Liga Mundial.

O Brasil tirou mais um obstáculo de seu caminho rumo ao nono título da Liga Mundial. Provocada pelo técnico adversário antes do jogo, a seleção respondeu na quadra com a força do seu banco de reservas e até contou com uma ajuda extra das catimbas de Thiago Alves para derrotar Cuba na semifinal por 3 sets a 1, parciais de 21/25, 19/25, 25/21 e 25/20. O resultado garantiu a equipe de Bernardinho na decisão do campeonato neste domingo, às 21h, contra a Rússia.
A final deste domingo marcará o quarto encontro de Brasil e Rússia em decisões da Liga Mundial. Na primeira vez que se enfrentaram pelo título, em 1993, a seleção vivia a fase dourada do ouro olímpico de Barcelona-1992, e foi campeã pela primeira vez, com direito à festa da torcida na partida decisiva em São Paulo. Nove anos depois, a equipe europeia levantou seu único troféu, também em solo brasileiro, em Belo Horizonte. Já em 2007, alto do pódio para o time de Bernardinho.

Mesmo com a boa atuação dos reservas contra a Sérvia, o técnico Bernardinho optou por voltar com os titulares no início do jogo deste sábado. No entanto, Vissotto e Bruninho ficaram abaixo do esperado novamente. A bola na mão de Mário Jr. não foi aproveitada pelo ataque brasileiro, já que as jogadas previsíveis na saída de rede estavam marcadas pelo bloqueio adversário.

Cuba abriu 17 a 11 no placar e ligou o alerta no banco de reservas verde-amarelo. Bernardinho chamou Marlon e Theo, e a seleção mudou o ritmo em quadra. Na saída de Vissotto, o técnico recebeu um pedido de desculpas do oposto e respondeu: “Não precisa, só tem que ir para o jogo”. A direção do levantamento foi para a ponta e Murilo entrou na partida. Porém, muitos erros de saque da equipe somaram oito erros não-forçados, que, nem mesmo um ace de Thiago Alves conseguiu diminuir o impacto e a derrota por 25 a 21.

domingo, 26 de julho de 2009

Em final dramática no tie-break, equipe de Bernardinho supera os donos da casa e a péssima arbitragem para se igualar à Itália em número de títulos


Para a seleção brasileira, a final da Liga Mundial de 2005 é inesquecível: vitória de virada sobre a Sérvia, que jogava em casa. A decisão ganhou uma reedição perfeita neste domingo, com mesmo local – a Beogradska Arena – e resultado: 3 sets a 2, com parciais de 22/25, 25/23, 25/22, 23/25 e um sofrido tie-break em 15/12.
A conquista de 2009 é ainda mais memorável, porque significa a oitava taça da Liga conquistada pela equipe verde-amarela, que se iguala aos italianos no número de títulos. A renovada equipe de Bernardinho superou os sérvios e os erros de arbitragem, mas já pode encher o peito para dizer que está no topo do mundo.
O tamanho do feito pode ser ilustrado pelo choro compulsivo do levantador Bruninho enquanto o Hino Nacional tocava no ginásio. Campeão da Liga como titular pela primeira vez, ele não fez nenhuma questão de esconder a emoção.
- Não tenho palavras para descrever isso. Estou tão feliz. Tivemos momentos bons e momentos duros na competição. É um sonho para mim - afirmou "Bruninho", gastando o inglês na entrevista oficial logo após a partida.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

OLHO NELE: Gigante búlgaro do vôlei.

Com apenas 23 anos, badalado ponteiro Matey Kaziyski fará a sua estréia em Olimpíadas
Kaziyski é um dos grandes destaques da seleção da Bulgária que vai a Pequim
Quando ouvimos o nome "Kaziyski" pensamos logo nos fortes ataques e saques indefensáveis. Por ser sempre um grande adversário nos jogos contra a seleção brasileira, imaginamos que ele está há anos defendendo a equipe da Bulgária. Conseqüentemente, que está bem próximo de se aposentar. Mas isto é um ledo engano! Apesar de ser muito badalado, o búlgaro Matey Kaziyski tem apenas 23 anos e é garantia de ainda muito trabalho para o time do Brasil. Principalmente nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Com 31 convocações para seleção do seu país, o búlgaro nunca esteve em Olimpíadas. No seu currículo, uma participação na Copa do Mundo e trinta em outros torneios. Em Pequim, no mês de agosto, ele fará sua estréia nos Jogos. Quem acredita que Kaziyski não vai querer aprontar?

É um jogador de nível altíssimo. Sempre que o Brasil joga contra a Bulgária, damos atenção especial a ele Gustavo, meio-de-rede da seleção brasileira.