Mostrando postagens com marcador Pequim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pequim. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

PEQUIM - Maurren Maggi voa e garante a segunda medalha de ouro do Brasil por 1cm

Maurren Maggi até resistiu. Os primeiros versos, ela cantarolou com o sorriso abertíssimo. Passou pelas "margens plácidas", pelo "brado retumbante", pelo “desafia a própria morte” mas, na “terra adorada”, desmanchou. Pôs a mão no rosto. As lágrimas desceram, invencíveis, centímetro por centímetro. Como se descesse junto a imensa ficha... o título olímpico, a vitória eterna, a medalha de ouro. Um centímetro tinha mudado sua vida.


Musa do dia: a brasileira voadora


Aos 32 anos, Maurren Maggi chegou para a disputa do salto em distância de cara limpa, enquanto suas concorrentes abusavam de maquiagem, piercings e penteados exóticos. Ao fim do dia, a brasileira pendurou no peito a jóia mais cobiçada das Olimpíadas: a medalha de ouro.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

SELEÇÃO OLÍMPICA - Toma chocolate da Argentina e agora só resta o Bronze!

O sonho está, mais uma vez, adiado. Ronaldinho & cia. caíram diante da Argentina nesta terça-feira, no Estádio dos Trabalhadores em Pequim, de forma melancólica. Sob aplausos de Diego Maradona no Estádio dos Trabalhadores em Pequim, a equipe de Messi, Riquelme e Agüero devolveu o 3 a 0 da derrota na final da Copa América de 2007 e vai defender a medalha de ouro das Olimpíadas contra a Nigéria, sábado, no Ninho do Pássaro. Ao futebol brasileiro, resta torcer para a seleção feminina, que busca o título na quinta-feira, contra os Estados Unidos.


Quem foi ao estádio ver o duelo entre Messi e Ronaldinho acabou vendo o genro de Maradona brilhar: Agüero, que leva o nome da namorada Gianina Maradona na chuteira, fez dois gols e sofreu o pênalti convertido por Riquelme. O time de Dunga perdeu a cabeça no fim do jogo e ainda teve dois jogadores expulsos por faltas violentas no volante Mascherano: Lucas e Thiago Neves.Atual campeã olímpica, a Argentina encara a Nigéria no sábado, à 1h (de Brasília), na disputa pelo ouro. O Brasil volta a campo contra a Bélgica, sexta-feira, às 8h (de Brasília), em Xangai, para ver quem fica com a medalha de bronze.

Agüero deixa o Brasil chupando dedo: genro de Maradona brilha na vitória argentina


Messi mais objetivo que Ronaldinho

No primeiro tempo, a partida ficou concentrada em seus dois principais nomes: Ronaldinho e Messi. Do lado brasileiro, o camisa 10 aparecia mais pelo lado esquerdo, com bom controle de bola, mas sem muita objetividade. As tabelinhas com Marcelo funcionaram poucas vezes, e o novo craque do Milan pecou em prender demais as jogadas. Messi era mais objetivo. Sempre que pegava na bola, era sinal de perigo. A torcida percebeu isso. No início, Ronaldinho era o mais aplaudido pelos chineses. Com o decorrer do primeiro tempo, os torcedores já gritavam por Messi. E os brasileiros passaram a pará-lo com faltas.


O primeiro chute foi argentino. Aos 2 minutos, Mascherano tentou de fora da área, bem longe. O Brasil respondeu aos 5, com Sobis, que bateu cruzado da esquerda para fora.
Pela direita, a seleção de Dunga criava seus principais lances com Rafinha, como aos 11: o lateral deu um lindo drible em Monzon e cruzou rasteiro, mas Sobis passou da bola, sem conseguir tocar nela. A resposta argentina veio em um minuto. Agüero driblou Breno e Alex Silva na área e chutou rente à trave esquerda de Renan. O último lance de perigo da etapa inicial foi de Messi. O jovem craque aproveitou falha de Rafinha, roubou a bola e entrou na área. Mesmo franzino, ganhou a dividida com Breno na área e chutou bem, mas Renan rebateu. A bola ainda passou perto de Agüero na pequena área, mas o atacante não a alcançou.
Genro de Maradona desequilibra

O genro de Maradona deixou para acertar a bola no segundo tempo, para azar de Renan. Logo aos 7, Di Maria recebeu de Gago na esquerda e cruzou para a área, e Agüero tocou de peito para o fundo da rede e abriu o placar: 1 a 0 para os hermanos. Um minuto depois, o Brasil quase empatou. Rafael Sobis dominou fora da área e arriscou, acertando a trave direita de Romero.
Enquanto Ronaldinho mal pegava na bola, Messi resolveu partir para cima da zaga de novo. Aos 13, recebeu pelo meio da área, carregou para o lado direito sem receber marcação e tocou para Monzon. O lateral cruzou rasteiro, e Agüero, sozinho na pequena área, colocou a bola para dentro do gol de novo: 2 a 0.

O placar fez Dunga se mexer. O técnico tirou Hernanes e Rafael Sobis para colocar Thiago Neves e Alexandre Pato. E o atacante do Milan chegou a balançar a rede, mas em impedimento: aos 19, Ronaldinho Gaúcho cobrou falta e acertou a trave, Marcelo pegou o rebote e Pato tocou para o gol, mas em posição irregular.
Jô ainda entrou para reforçar o ataque, mas na defesa o Brasil vacilava. Aos 29, Breno fez falta em Agüero dentro da área. Pênalti que Riquelme cobrou aos 30 e converteu: 3 a 0. O gol acabou com a calma do Brasil. Dois jogadores foram expulsos por falta no volante Mascherano: Lucas, aos 35, e Thiago Neves, aos 38. Depois, foi só ver a Argentina tocar a bola e ter que esperar mais quatro anos para outra chance de ouro no futebol masculino.


Ficha técnica:
ARGENTINA 3 x 0 BRASIL

Argentina: Romero, Zabaleta, Garay, Pareja, Monzon; Gago, Mascherano, Di Maria, Riquelme (Jose Sosa); Messi e Agüero.
Brasil:Renan, Rafinha, Alex Silva, Breno, Marcelo; Hernanes (Thiago Neves), Lucas, Anderson, Diego (Jô); Ronaldinho Gaúcho e Rafael Sobis (Alexandre Pato).

Técnico: Dunga.
Gols: Agüero, aos 7 e aos 13 do segundo tempo; Riquelme aos 30 do segundo tempo
Cartões amarelos: Zabaleta, Pareja, Di Maria (ARG); Breno, Hernanes, Anderson, Rafinha (BRA). Cartões vermelhos: Lucas e Thiago Neves (BRA)
Local: Estádio dos Trabalhadores, em Pequim. Data: 19/08/2008. Árbitro: Martin Vazquez (URU). Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Miguel Nievas (URU)







sábado, 16 de agosto de 2008

OLIMPÍADAS DE PEQUIM 2008 - Oito anos depois, Brasil dá o troco em Camarões e avança às semifinais



A seleção de Camarões foi campeã olímpica em Sydney 2000, quando eliminou o próprio Brasil. Pode até não ser uma potência mundial, mas já deixou claro que não gosta de entrar nas competições para brincar. E acreditem, eles não brincaram nem um segundo durante os primeiros 45 minutos. Sem perder a viagem, faziam faltas quando eram driblados ou perdiam a bola.


O jogo físico irritou os brasileiros, o confronto pegou fogo. Canela virou bola. Foram cinco cartões amarelos, mas poderiam ter sido sete, oito. E caberiam três vermelhos, para Marcelo, Baning e Bikey, os mais violentos. Lances de perigo foram raridade. Os sistemas defensivos superaram os ataques. E a grande decepção da etapa foi Ronaldinho Gaúcho. O meia-atacante se movimentou pouco e quase não tocou na bola. Pouco jogou, fazendo o Brasil sentir a falta do toque genial que havia aparecido contra a Nova Zelândia.

Na volta do intervalo, o "apetite" camaronês pelas canelas brasileiras continuou. Aliás, aumentou. O que mudou foi o comportamento do árbitro Damir Skomina, da Eslováquia. Aos 6, Baning entrou por trás em Lucas e acabou expulso.

Mesmo com um a menos em campo, Camarões seguiu correndo por muitos. A seleção brasileira valorizava a posse de bola, tocava pacientemente em busca dos espaços, mas raramente criava chances.

O tempo foi passando, e a pressão brasileira aumentava a cada minuto. O time de Dunga não jogava bem, mas tinha o domínio territorial, até pela vantagem numérica. Ronaldinho Gaúcho reclamava mais das faltas dos adversários do que jogava bola. Quem jogava bem era Ânderson. Incansável, marcava e conduzia o time ao ataque. Grande atuação.

Aos 21, Thiago Neves entrou no lugar de Hernanes. Uma tentativa de aumentar a criatividade da seleção. Deu certo, mas não o suficiente. Apesar de alguns lances perigosos, o jogo acabou indo para a prorrogação.

O fantasma de Sydney 2000 voltaria a atacar?

Não, não desta vez. Depois de 10 minutos de muitas faltas e pouco futebol, a seleção brasileira desencantou. Diego acertou lindo passe para Rafael Sóbis. O atacante, na única chance que teve, invadiu a área e chutou na saída do goleiro Tignyemb para fazer 1 a 0. Sem dar tempo para Camarões respirar, Marcelo, quatro minutos depois, iniciou o lance que culminou no segundo gol brasileiro. Ele tabelou com Thiago Neves e tocou sem defesa.

Com a vantagem, a seleção brasileira diminuiu o ritmo e fez o tempo passar. Camarões ainda tentou, se lançando ao ataque quando tinha a bola e nas canelas brasileiras quando estava sem ela, mas já era tarde demais. A merecida vitória colocava o Brasil nas semifinais.












Quem acordou cedo para acompanhar a partida não precisou de muito tempo para perceber que algo de curioso estava acontecendo. Os jogadores de Camarões corriam tanto que pareciam ser mais do que 11 em campo. Eles estavam em todos os lugares, mesmo com o forte calor que castigava Shenyang.
Pela primeira vez no torneio de futebol masculino destas Olimpíadas a
seleção brasileira tinha pela frente um adversário de respeito. Sim, porque a Bélgica, rival da estréia, deixou o seu poder de fogo no passado, apesar de ter se classificado para as semifinais. E o que dizer de Nova Zelândia e China?







Oito anos depois de perder para Camarões em Sydney 2000, a seleção brasileira conseguiu a sua vingança. Neste sábado, o time de Dunga venceu por 2 a 0, na prorrogação, e avançou para as semifinais do torneio de futebol masculino das Olimpíadas de Pequim. Na próxima fase, o Brasil irá enfrentar o vencedor do confronto entre Argentina e Holanda.

A vitória tem um gostinho especial para Ronaldinho Gaúcho, já que o meia fez parte da seleção que perdeu há oito anos. Destaque também para a ausência de Alexandre Pato. Titular do time em toda a primeira fase, ele ficou no banco de reservas e sequer entrou no decorrer da partida.

OLIMPÍADAS DE PEQUIM 2008 - César Cielo é ouro nos 50m livre e faz história na piscina do Cubo d'Água

César Cielo chegou à raia quatro com o peso de um país nas costas. O maiô grudadíssimo no corpo, o nervosismo diluído em tapas. O muito doido Césão ganharia ou perderia em frações. Os outros nadadores, todos, tocaram na água da piscina. Ele não. Estava absolutamente concentrado. - Você pode ganhar por um centésimo. Ou perder por um centésimo - disse Michael Phelps. O Brasil é capaz de comemorar décimos lugares, de beijar com ênfase medalhas de bronze. E não é por acaso. Entre o Oiapoque e o Chuí, ouro é minério olímpico escasso. Até ontem eram apenas 17 as medalhas douradas em verde-e-amarelo - desde a primeira, conquistada por Guilherme Paraense no tiro, em 1932. A número 18 estava por vir. Rápido. Muito rápido.

Foram 34 braçadas. Nenhuma respiração. Nos primeiros metros, Cielo pareceu estar atrás dos franceses Alain Bernard e Amaury Leveaux. No meio da prova, na eternidade daqueles dez segundos iniciais, era impossível dizer quem liderava. Seria Eamon Sullivan, o recordista mundial australiano? Ou o sul-africano Roland Schoeman?
Parecia improvável. Cielo arregalou os olhos dentro dos óculos e olhou para o placar. Viu o número 1 ao lado de seu nome. Vinte e um segundos e trinta centésimos - novo recorde olímpico. Em segundo lugar chegou Leveaux, quinze centésimos atrás (21s45). Em terceiro, Bernard (21s49). O oitavo colocado, o sueco Stefan Nystrand, cravou 21s72, 42 centésimos atrás de Cielo, menos de meio segundo, um piscar de olhos.



César Cielo Filho, touca cinza e óculos nas mãos, esperava na sala de aquecimento quando aquele sujeito de tronco desproporcional veio caminhando na sua direção de agasalho e medalha no peito. - Tá vendo isso aqui? - disse Michael Phelps - Foi por um centésimo. “Isso aqui”, no caso, era a medalha de ouro, a sétima de Phelps em Pequim, 13ª da carreira olímpica do fenômeno americano. Exatamente 13 medalhas de ouro a mais do que o Brasil tinha em 68 anos de natação nos Jogos.




Aquele mar de potentes braçadas e pernas batendo... misturava espuma e angústia. Nas arquibancadas, CÉSÃO se angustiava. CÉSÃO era, na verdade, uma fila de cinco pessoas formando um acróstico humano e elétrico. O “C”, ou César Cielo pai abraçava o “E”, Flávia, mãe, que balbuciava. - Vai, vai... O S (Raísa, amiga da família), o à (Matheus, outro amigo) e o O, a irmã Fernanda... se comprimiam. Os últimos metros estavam ali da piscina, logo à frente do CÉSÃO humano. A uns doze metros do fim, Cielo botou um braço na frente. A câmera subaquática captou num ângulo fugaz os dentes dentro de sua imensa boca aberta. Foi como se mostrasse o apetite olímpico do país inteiro. Cielo estava realmente na frente. A fração de liderança empurrou o berro de torcedores, locutores, tantas gargantas país afora. Faltavam dois metros, um. Veio a trigésima-quarta braçada. Cielo bateu. Uma fração curtíssima precedeu a confirmação eletrônica. O Brasil era campeão olímpico numa piscina. Pela primeira vez.


OLIMPÍADAS DE PEQUIM 2008 - Bolt humilha, quebra o recorde mundial e mantém o posto de mais veloz do mundo

Nas eliminatórias, ele brincou. Na final, mais ainda. A cinco dias de completar 22 anos, o jamaicano Usain Bolt venceu a prova dos 100m rasos e confirmou, em Pequim, o status de homem mais rápido do planeta. Mais que isso: comprovou sua marra, bateu no peito antes da linha de chegada e humilhou os concorrentes. Sem esforço, ficou com o ouro olímpico e quebrou o recorde mundial ao correr o evento mais nobre do atletismo em incríveis 9s69.
Richard Thompson, de Trinidad e Tobago, chegou em segundo, bem atrás do relaxado Bolt, com 9s89. O bronze ficou com o americano Walter Dix, que fez a prova em 9s91. Churandy Martina, das Antilhas Holandeses, veio em quarto, com 9s93. A decepção ficou por conta de Asafa Powell, um dos favoritos, que chegou apenas em quinto, com 9s95.



Antes da prova, ao ser apresentado, Bolt não aparentava nenhum traço de tensão. Ao contrário, fez graça para a torcida e mostrou a marra habitual. A descontração continuou durante a prova, como se ele estivesse num treino. Quando se aproximava da linha de chegada, o jamaicano relaxou os braços e chegou a bater no peito. Ainda assim, quebrou o recorde mundial com folga. Confirmada a vitória, o "relâmpago" foi festejar com a torcida.



A marca anterior nos 100m rasos era do próprio Bolt, com 9s72, atingida no dia 31 de maio deste ano, no Icahn Stadium, em Nova York. O feito de Bolt tinha desbancado o compatriota Powell, que correu a prova em 9s74 em setembro de 2007, na Itália.
O duelo entre os jamaicanos, contudo, não aconteceu em Pequim. Eles eram os favoritos da prova, principalmente depois da eliminação do americano Tyson Gay, nas semifinais. Gay ainda se recuperava de uma lesão muscular na perna e fez o tempo de 10s05, insuficiente para ir à decisão. As performances de Bolt nas eliminatórias já beiravam o deboche.
Nas duas baterias, ele liderou a prova de forma tranqüila e chegou a olhar para os lados antes de cruzar a linha de chegada. Powell também se poupou antes da final e reduziu o ritmo antes de encerrar as provas. A diferença é que, na hora da verdade, Bolt manteve o ritmo. Festejou com a torcida e manteve a coroa de homem mais rápido do planeta.







quinta-feira, 14 de agosto de 2008

PEQUIM 2008 - Sorteio das chaves no vôlei de praia impede final brasileira em Pequim



As oitavas-de-final do vôlei de praia masculino começam apenas no sábado. No caminho de Ricardo e Emanuel estão os russos Barsuk e Kolodinskiy.


O jogo acontece às 10h (do horário brasileiro). Atual campeã olímpica, a dupla brasileira ainda está invicta na competição e segue como favorito ao bi. Na mesma chave está Márcio/Fábio Luiz, que encara nas oitavas-de-final uma dupla japonesa: Asahi/Shiratori. Diferentemente de Ricardo/Emanuel, esse conjunto brasileiro chega nesta fase com duas vitórias e uma derrota. O próximo jogo dos brasileiros será às 7h (de Brasília).

OITAVAS-DE-FINAL MASCULINO

15/08 - 22h – Laciga M./Schnider (SUI) x Rogers/Dalhauser (USA)

15/08 - 23h – Xu/Wu (CHN) x Klemperer/Koreng (GER)

16/08 - 1h – Nummerdor/Schuil (NED) x Schacht/Slack (AUS)

16/08 - 0h – Geor/Gia (GEO) x Doppler/Gartmayer (AUT)

16/08 – 7h – Asahi/Shiratori (JPN) x Márcio/Fábio Luiz (BRA)

16/08 – 8h – Gosch/Horst (AUT) x Samoilovs/Plavins (LAT)

16/08 – 9h – Herrera/Mesa (ESP) x Gibb/Rosenthal (USA)

16/08 – 10h – Ricardo/Emanuel (BRA) x Barsuk/Kolodinskiy (RUS)








Sorteio das chaves no vôlei de praia impede final brasileira em Pequim



A chance de Pequim ver uma final brasileira no vôlei de praia como em Atlanta-1996, quando Jacqueline/Sandra (ouro) enfrentou Adriana/Mônica (prata), não existe. Tanto no feminino quanto no masculino, as duplas do Brasil caíram no mesmo lado da chave. Assim, se vencerem seus dois próximos jogos obrigatoriamente se cruzam na semifinal.

O sorteio foi realizado no final desta quinta-feira, na China. Por outro lado, no entanto, o vôlei de praia brasileiro pode deixar Pequim com duas medalhas em cada uma das categorias. Como podem se enfrentar nas semifinais, as duplas perdedoras, no caso, disputariam o bronze. Fato que aconteceu em Sidney-2000, quando Adriana Behar/Shelda ficou com a prata e Sandra/Adriana com bronze.

Confira data e horário de todos os jogos:

OITAVAS-DE-FINAL FEMININO

14/08 – 22h – Van Breedam/Mouha (BEL) x Walsh/May (USA)

14/08 – 23h – Branagh/Youngs (USA) x Fernandez Grasset/Larrea Peraza (CUB)

15/08 – 1h – Barnett/Cook (AUS) x Koutroumanidou/Tsiartsiani (GRE)

15/08 – 0h – Tian Jia/Wang (CHN) x Nila/Ingrid (NOR)

15/08 – 7h – Goller/Ludwig (GER) x Schwaiger/Schwaiger (AUT)

15/08 – 8h – Esteves Ribalta/M.Crespo (CUB) x Xue/Zhang Xi (CHN)

15/08 – 9h – Maaseide/Glesnes (NOR) x Talita/Renata (BRA)

15/08 – 10h – Ana Paula/Larissa (BRA) x Pohl/Rau (GER)






Mais experiente, Jade busca a primeira medalha da ginástica brasileira nos Jogos


Após competir duas vezes em sua primeira participação nas Olimpíadas, Jade Barbosa entrará em ação nesta sexta-feira para buscar a primeira medalha olímpica para o Brasil na ginástica. A carioca e a potiguar Ana Cláudia Silva disputarão, a partir de 0h15m (horário de Brasília), a final do individual geral, que inclui todos os aparelhos (paralelas, trave, solo e salto). Medalha de bronze no Mundial de Stuttgart, um feito inédito para a ginástica brasileira, Jade Barbosa contará com a experiência adquirida na fase se classificação e na final por equipes em Pequim para repetir o bom desempenho mostrado na Alemanha. - Fazer uma final pela primeira vez não é fácil – desabafou a ginasta após a final por equipes, quando a seleção brasileira ficou em oitavo lugar. A atleta se classificou no 12º lugar, mas tem chances de melhorar sua colocação, já que, nas eliminatórias, caiu na trave e cometeu pequenos erros nos outros aparelhos. Já Ana Cláudia Silva, que ficou na 28ª posição e entrou entre as 24 finalistas pelo critério que não permite a participação de mais de duas ginastas do mesmo país na decisão, competirá para ganhar maturidade.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

PEQUIM 2008 - Eduardo Santos chora derrota, mas recebe o apoio da família no Brasil

pela decisão dos juízes, o judoca Eduardo Santos sentiu o duro golpe.


Decepcionado por não ter conseguido uma medalha olímpica em Pequim, o atleta da categoria peso médio pediu desculpas aos pais e chorou muito a eliminação. - Gostaria de falar para o meu pai e para a minha mãe que eu fiz o melhor que pude, mas não deu. Não tive competência para julgar o meu adversário - lamentou Eduardo em entrevista à TV Globo.


Algumas horas depois do combate, Eduardo ligou para casa, que fica no Jardim Jabaquara (Zona Sul de São Paulo), e recebeu o apoio de todos os familiares, em especial da sua mãe, Edith. - Ficamos abalados, já que ele nunca havia ficado tão chateado por causa de uma derrota. Falei rapidamente com ele e senti que estava muito abatido. Mas ele lutou bem e mostrou muita garra. O fato de não ter ganhado uma medalha é um mero detalhe. Ele sempre será o nosso campeão - conta.

Antes de embarcar para Pequim, a família de Eduardo colocou uma faixa no portão de casa parabenizando a ida do judoca para os Jogos. Mesmo sem saber o dia exato do retorno dele ao Brasil, uma festa já está sendo programada para recebê-lo. - Não tínhamos pensando em nada, mas, depois de tudo que o Eduardo passou em Pequim, vamos comemorar, sim. Todos os vizinhos torceram muito e vou fazer uma nova faixa. Ainda estou pensando na frase que vou escrever, mas espero que ele goste.

PEQUIM 2008 - Thiago faz tempo melhor que Phelps e avança para as semis dos 200m medley

Um dos destaques da natação brasileira, Thiago Pereira, teve o gostinho de terminar à frente do fenômeno americano Michael Phelps, na manhã desta terça-feira. Thiago fez o terceiro melhor tempo (1m58s41) das eliminatórias dos 200m medley, realizadas no Cubo d’Água. Phelps, que entrou na água parecendo querer se poupar, venceu sua bateria, mas fez apenas o sexto melhor tempo (1m58s65) da fase inicial.

Thiago Pereira vai buscar uma vaga na final dos 200m medley nas semifinais da madrugada desta quinta
Em outra série, Thiago liderou a primeira metade da prova. No nado peito, o americano Ryan Lochte conseguiu ultrapassar o brasileiro e terminou em primeiro com o tempo de 1m58s15. Thiago chegou em segundo lugar na série. O tempo (1m58s15) de Lochte foi o melhor da classificação geral da prova.

- Fiquei satisfeito em nadar na casa dos 58s. Agora vou buscar uma vaga na final - disse o brasileiro em entrevista à SporTV.

As semifinais dos 200m medley serão realizadas na madrugada desta quinta-feira. Phelps e Thiago já disputaram uma mesma final em Pequim, nos 400m medley. Na ocasião, o americano foi ouro, e o brasileiro terminou em oitavo.

Confira os nadadores classificados para as semifinais!

1) Ryan Lochte (EUA) 1m58s15
2) Laszlo Cseh (HUN) 1m58s29
3) Thiago Pererira (BRA) 1m58s41
4) Ken Takakuwa (JAP) 1m58s51
5) Bradley Ally (BAR) 1m58s57
6) Michael Phelps (EUA) 1m58s65
7) Alessio Boggiatto (ITA) 1m58s80
8) Keith Beavers (CAN) 1m59s19
9) Takuro Fujii (JAP) 1m59s19
10) Darian Townsend (AFS) 1m59s22
11) Vytautas Janusaitis (LIT) 1m59s63
12) Gal Nevo (ISR) 1m59s66
13) James Goddard (GBR) 1m59s74
14) Liam Tancock (GBR) 1m59s79
15) Leith Brodie (AUS) 1m59s96
16) Dinko Jukic (AUT) 2m00s57